segunda-feira, 17 de março de 2014

JORNAL DO SBT

Joseval Peixoto ( que rima com escroto) apresentando Raquel Sheherazade: _ Rachel, nós estamos juntos há três anos, o Brasil já te admira, pelas suas posições firmes. E a gente já conhece você, uma mulher cristã, mãe de filhos, mulher dura. (OLHA AÍ O DISCURSO, DEUS E FAMÍLIA, QUE A GENTE JÁ CONHECE). E eu pergunto a você, vamos ser aberto com esse Brasil que nos acompanha (Joseval abrindo os bracinhos para incrementar o espetáculo , enquanto isso Rachel Xerecarde , olha para baixo com um risinho cínico )...Lá vem a pergunta ( ele agora com as mãos unidas, como se estivesse em oração, eleva os braços e direciona para Xerecarde) _ Rachel você é a favor da violência? Tchan....! A moça levanta a cabeça e responde, agora olhado para ele:_ Joseval Peixoto, absolutamente não , eu sou uma pessoa do bem, né? (NÉ?!!) Estou do lado do bem como diria Renato Russo com a luz e com os anjos. Jamais defenderia a violência....BLÁ...BLÁ..BLÁ! DEPOIS DISSO O QUE ERA RUIM FICOU PIOR! Ela disse que bate na violência, que defende os cidadãos de bem que não tem polícia, que defende a segurança e pra fechar com chave de ouro o digníssimo Escroto, digo, Peixoto, ainda vem dizer que o cidadão tem direito à informação e à opinião!!!! COM CERTEZA ISSO DÁ UMA BOA ANÁLISE DO DISCURSO, TRAZ À TONA UM RETRATO DA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA, O SHOWRNALISMO QUE SE FAZ AQUI,MAIS QUE NUNCA É PRECISO DE FATO DEMOCRATIZAR A COMUNICAÇÃO! BOM, PARO POR AQUI, SERÁ QUE AINDA É PRECISO DIZER MAIS?!

EDITORIAL DO JORNAL NACIONAL- MORTE DO CINEGRAFISTA SANTIAGO

ACHEI O EDITAL DO JORNAL NACIONAL DE ONTEM ( 10/02/2014), DÁ PARA ENTENDER BEM COMO "PENSA" A GRANDE MÍDIA BRASILEIRA, ESSA MESMA MÍDIA QUE SEGUNDO SI MESMA "BUSCA SEMPRE A ISENÇÃO E A CORREÇÃO ( AQUI NO SENTIDO DAQUILO QUE É CORRETO DE ACORDO COM SEUS PRÓPRIOS INTERESSES) PARA INFORMAR O CIDADÃO. MÍDIA QUE NOS GARANTE ESTARMOS INFORMADOS DE FORMA AMPLA E PLURAL!!! ACREDITO QUE SERES INTELIGENTES VÃO SE DIVERTIR COM A LEITURA: Não é só a imprensa que está de luto com a morte do nosso colega da TV Bandeirantes Santiago Andrade. É a sociedade. Jornalistas não são pessoas especiais, não são melhores nem piores do que os outros profissionais. Mas é essencial, numa democracia, um jornalismo profissional, que busque sempre a isenção e a correção para informar o cidadão sobre o que está acontecendo. E o cidadão, informado de maneira ampla e plural, escolha o caminho que quer seguir. Sem cidadãos informados não existe democracia. Desde as primeiras grandes manifestações de junho, que reuniram milhões de cidadãos pacificamente no Brasil todo, grupos minoritários acrescentaram a elas o ingrediente desastroso da violência. E a cada nova manifestação, passaram a hostilizar jornalistas profissionais. Foi uma atitude autoritária, porque atacou a liberdade de expressão; e foi uma atitude suicida, porque sem os jornalistas profissionais, a nação não tem como tomar conhecimento amplo das manifestações que promove. Também a polícia errou - e muitas vezes. Em algumas, se excedeu de uma forma inaceitável contra os manifestantes; em outras, simplesmente decidiu se omitir. E, em todos esses casos, a imprensa denunciou. Ou o excesso ou a omissão. A violência é condenável sempre, venha de onde vier. Ela pode atingir um manifestante, um policial, um cidadão que está na rua e que não tem nada tem a ver com a manifestação. E pode atingir os jornalistas, que são os olhos e os ouvidos da sociedade. Toda vez que isso acontece, a sociedade perde, porque a violência resulta num cerceamento à liberdade de imprensa. Como um jornalista pode colher e divulgar as informações quando se vê entre paus e pedras e rojões de um lado, e bombas de efeito moral e bala de borracha de outro? Os brasileiros têm o direito de se manifestar, sem violência, quando quiserem, contra isso ou a favor daquilo. E o jornalismo profissional vai estar lá - sem tomar posição a favor de lado nenhum. Exatamente como o nosso colega Santiago Andrade estava fazendo na quinta-feira passada. Ele não estava ali protestando, nem combatendo o protesto. Ele estava trabalhando, para que os brasileiros fossem informados da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus e pudessem formar, com suas próprias cabeças, uma opinião sobre o assunto. Mas a violência o feriu de morte aos 49 anos, no auge da experiência, cumprindo o dever profissional. O que se espera, agora, é que essa morte absurda leve racionalidade aos que contaminam as manifestações com a violência. A violência tira a vida de pessoas, machuca pessoas inocentes e impede o trabalho jornalístico, que é essencial - nós repetimos - essencial numa democracia. A Rede Globo se solidariza com a família de Santiago, lamenta a sua morte, e se junta a todos que exigem que os culpados sejam identificados, exemplarmente punidos. E que a polícia investigue se, por trás da violência, existe a

Tô com a pulga atrás da orelha! Dia 11 de fevereiro de 2014

CARAIÔ!!!
!!! Dois jovens foram mortos na Praça Seca, zona Oeste do Rio, o que gerou um protesto nessa manhã por parte dos moradores da Chacrinha. Bem, quando o jovem da favela é morto, ou era traficante ou tava no lugar errado. Segundo a polícia - QUE ATIROU NOS JOVENS- eles estavam em duas motos e carregando fuzis! No entanto, segundo os moradores, os jovens estavam sem camisa e carregando um peça de moto. MAS CONTUDO, TODAVIA, ENTRETANTO a polícia apreendeu uma pistola 765 com eles , MAS ONDE ESTAVAM OS FUZIS?!!! AH , me dá licença que eu vou chorar mesmo é com a morte do CINEGRAFISTA, tá certo?

SONHO BOVINO

Sonhei que SONHO era um boi. Um velho dizia um velho ditado: onde a vaca vai o boi vai atrás, coitado! E se a vaca foi para o brejo, o SONHO se foi?Diziam que SONHO era um boi...

Sujeito Intransitivo direto - por Marcelo Valle

Todo mundo nessa vida está sujeito a ser predicado. Até que o coitado se descobre subordinado, transborda, não concorda mais com qualquer pessoa nem com o verbo! Intransitivo, vai para a rua e pára o trânsito! Grita bem alto: não me venha com metáforas!!!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A Ética se perdeu entre 32 milhões de prostituídos e 32 milhões de miseráveis

Assistimos surpresos ao limiar de um mundo virtual, em cada dia os limites entre a realidade e o simulacro ficam mais invisíveis. Os meios de comunicação reforçam essa idéia, na capa de jornais e revistas, o real aos poucos vai perdendo espaço. Outdoors da revista Veja espalhados por toda cidade, de um lado a foto da revista que tem como chamariz personagens da novela “Laços de família”, do outro, em letras pretas sobre um fundo amarelo vem a “chamada”_ 32 milhões de brasileiros fazem que nem a Capitu: já tem programa para a noite. Capitu é um personagem da novela. Garota de programa, mãe solteira, moradora do Leblon. Dramaticamente se prostitui para criar o filho dentro de um padrão de vida de classe média alta do Rio de Janeiro. Essa chamada traz uma certa ambigüidade, seriam 32 milhões de brasileiros se prostituindo em frente à TV? Consumindo bens simbólicos através de uma velha fórmula que apela para o sentimentalismo, para o erotismo, violência e medo e, por fim, todos torcendo por um final feliz. O absurdo, talvez, não esteja aí, mas na forma como os meios de comunicação estão articulados dando suma importância aos acontecimentos da novela, que ganham um volume maior do que o real. Um jornalismo absolutamente comprometido com a chamada indústria cultural que segundo a jornalista E. criou uma nova face do jornalismo: “A indústria cultural produz outro tipo de pauta. Uma novidade reforçada nos anos 90, a presença das acessorias de comunicação pautando os jornais, você manda informações bem costuradas, releases, fazendo um bom gancho em cima daquela história e eles compram.” Nesse sentido a informação se torna cada vez mais um produto e o jornalista de certa forma um fabricante que tem seu produto embalado pelo marketing e exposto nas vitrines televisivas e impressas. O controle da informação acaba também transformando pessoas em produtos, “Muitas matérias são construídas pelas acessorias de imprensa, pelos promoters. Por exemplo, um cantor muito michuruca, de repente, o jornalista inventa que o sujeito ficou pelado na avenida Atlântica e o cara o vira uma assumidade. O silicone de fulaninha de tal... Outra coisa, ela inventa produtos que não têm a menor importância, a cultura virou produto, qualquer coisa, qualquer porcaria que esteja acontecendo vira uma grande matéria. Qualquer Zé Mané pode virar uma pessoa super importante se tiver uma boa acessoria por trás dele, anunciantes também.”, explica E. A publicidade já é parte orgânica de jornais e revistas e não apenas parte de sua estratégia de venda. Milhões de brasileiros acompanharam o drama de Camila, também personagem da novela “Laços de família” ao raspar o cabelo diante das câmeras antes de iniciar o tratamento contra a leucemia. No dia seguinte o drama da personagem era matéria de capa de jornais e revistas, o simulacro ocupando o lugar da realidade. Para a jornalista E. essa é uma das faces mais bizarras do atual jornalismo, “ Isso é um verdadeiro desastre, uma história que acontece na novela de televisão ser primeira página de jornal, ganhando a mesma proporção, o mesmo nível de importância que a vida real. Quer dizer, o real e o simulacro disputando o mesmo espaço. O simulacro tomou o peso do real, o mesmo peso, a mesma medida. Tem muita coisa boa acontecendo, mas o grande problema que eu acho é essa banalização da vida, botar tudo no mesmo plano, uma novela e a vida real, coisas super importantes ficam no espaço de uma notinha, minimizada. A valorização deles é questionável.” O jornalismo é questionável em vez de ser o questionador, a informação vira deformação, a publicidade torna-se parte construtora da notícia. Trinta e dois milhões de pessoas em frente à TV assistem a novela das oito. O mesmo número de pessoas que vivem em condições de miséria no país, que não ocupam um lugar em frente à TV e muito menos dentro dela, não são notícia. A ética jornalística parece ter se perdido em algum lugar entre esses 32 milhões de prostituídos e os 32 milhões de miseráveis. Tudo encarado com a maior naturalidade. Laços de Família é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 20 horas, de 5 de junho de 2000 a 2 de fevereiro de 2001, em 209 capítulos.

SONHO...

Finalmente durmo. Uma salamandra escala uma abóbada dourada. Sob a abóbada um chimpanzé dá aulas de ortografia. A palavra não é mais humana. Uma banana, vestida de cigana, dança. Sobre seu chapéu está Carmem Miranda. Nada sustenta a abóbada, feito um disco voador ela flutua. Tímidos, Sol e Lua se encontram, não há eclipse. O tempo do Sonho é o tempo da contemplação. De repente surgem um tigre e uma águia que me conduzem por caminhos que eu mesmo criei. Vamos ao topo de um desfiladeiro, sua base encontra-se à centenas de metros abaixo de nós. Lá embaixo um mar dourado, tal qual a abóbada. Olho a minha frente, três pontos vermelhos se aproximando. Não são pontos, são três cavalos de veludo vermelho. Eles conversam com o tigre. Ele me convida a voar. Salto do desfiladeiro. A águia e a água me aguardam. Em um vôo rasante toco a água. Águas diáfanas que tentam esconder nuvens, não há peixes, somente camelos coloridos nadando. Algo mais aparece, uma grande embarcação cheia de crianças e lobos. Seu movimento é suave apesar de seu tamanho. As crianças olham para mim e sorriem, os lobos também. Foi a primeira vez que vi lobos sorrindo. Um som forte... Acordo.