segunda-feira, 24 de março de 2014

RESQUÍCIOS DA DITADURA - SEGUNDA LIÇÃO: O ESTADO ENCOBRE OS CRIMES DO ESTADO

Não podemos esquecer que os assassinatos, torturas, desaparecimentos, distanciamentos e silenciamentos cometidos pela ditadura militar são crimes do Estado contra seus cidadãos, embora esse mesmo Estado não reconhecesse na maioria das vezes o que era um "cidadão". No meu entendimento, o Exército serve ao Estado e não aos seus cidadãos (não?). Um cidadão de fato sempre foi uma ameaça ( e continua sendo). Tenho a estranha sensação de que a criação das Comissões da Verdade, na verdade, encobrem muitas verdades! Espero estar errado, mas algo me parece podre, e algumas "verdades" continuarão encobertas, não me perguntem o porquê. Sinto, apenas sinto, que apesar de muitos avanços que o regime democrático nos proporcionou, algumas verdades ainda repousam no lodo, no fundo dos rios, no silêncio dos que já se foram e lá continuarão. Há um estranho acordo de cavalheiros entre os governos militares e os governos democráticos, não sei ao certo, mas parece se tratar de uma espécie de política de compensações, uma moeda de troca política, uma sombra que paira no ar. O fato é que o Estado vai continuar a encobrir os crimes do Estado!

RESQUÍCIOS DA DITADURA - PRIMEIRA LIÇÃO: A CORPORAÇÃO ENCOBRE OS CRIMES DA CORPORAÇÃO

Vocês sabiam que os crimes praticados por um militar fora do serviço, mas com arma da corporação são ainda definidos como crimes militares? Portanto se um policial militar estiver prestando um "serviço extra", como muitas vezes prestam, seja na milícia, nos esquadrões, ou na "segurança" privada e por ventura forem presos, eles serão julgados ( se o forem) pela justiça corporativista militar. E como temos visto recentemente, seja no caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli- em que os sete condenados, incluindo um tenente demente coronel, até o momento NÃO foram expulsos da corporação. Ou no caso do assassinato da jovem Cláudia, que depois de ser atingida, foi colocada e tratada como um saco na parte traseira de uma viatura da corporação e depois arrastada por metros e metros - os três policiais envolvidos no "episódio" estão livres e já haviam cometido DIVERSOS CRIMES, que a corporação não considera crimes, mas " auto de resistência" e não os expulsou!

segunda-feira, 17 de março de 2014

A "Cidade Sorriso" tem os dentes podres!

Quando mudei para Niterói, se não me engano, há pouco mais de 10 anos, a cidade se orgulhava de ser a quarta cidade do País em termos de qualidade de vida, confesso que não sei bem quais os critérios, mas mesmo se soubesse desconfiaria deles. Um hotel, ao lado Plaza Shopping, fazia questão de ostentar o título em uma de suas paredes externas, uma parede que, ironicamente, ficava voltada para o Morro do Estado. Outra ironia: o Morro do Estado é considerado pela prefeitura como bairro. Mas será que tem o mesmo tratamento que um bairro? Acho que não preciso responder, preciso? Para o IBGE e para o resto da cidade, o Morro do Estado, continua sendo o que quase sempre foi, algo subnormal! Sim, nada mais que um aglomerado subnormal... Ocupamos agora a décima segunda colocação,( e continuo desconfiando) isso não significa muita coisa, eu sei. O Morro do Preventório, lugar em que fiz muitos amigos, que me acolheu, ganhou um PAC, mas perdeu a paz, ( uma paz discutível, é verdade). O tráfico se instalou, já não podemos circular, a cidade diminuiu, pra mim, pra todos. Todo mundo sabe, não sabe? Sobretudo a polícia! Essa mesma polícia que faz vista grossa à entrada das armas e que garante a segurança dos passageiros do catamarã. A mesma que pega o arrego e que garante as vendas...

PARA NÃO DEIXAR ESQUECER: Os religiosos e os 800 mil mortos em Ruanda

Não dá para esquecer o massacre perpetrado por extremistas hutus contra tutsis e hutus moderados, em Ruanda, entre 6 de abril e 4 de julho de 1994 . Cerca e 800 mil pessoas foram assassinadas! As atrocidades envolveram também os religiosos. Muitos clérigos de várias denominações se posicionaram a favor de sua etnia. Padres, freiras, pastores e bispos tomaram o seu partido em ambos os lados. Pelo menos 300 clérigos e freiras foram mortos por serem tutsis ou porque estavam ajudando os tutsis. Outros, da etnia hutu, apoiaram ou até mesmo colaboraram com os matadores. Um dos casos que se tornaram muito conhecidos foi o que envolveu o Dr. Gerard Ntakirutimana, 45, médico missionário que trabalhava em um hospital da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mungonero, e seu pai, Elizaphan Ntakirutimana, um pastor protestante. Os membros do Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenaram por unanimidade o Dr. Ntakirutimana, por genocídio e por crimes contra a humanidade. Ele foi sentenciado a 25 anos de prisão, pela morte de duas pessoas e por atirar em refugiados tutsis em vários locais. Foi condenado também por participar de vários ataques contra tutsis na Colina de Murambi e na Colina de Muyira. Seu pai, o Pastor Elizaphan Ntakirutimana, 78, presidente da associação da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Mugonero, no oeste de Rwanda, foi condenado a 10 anos de prisão por crimes menores. O Pr. Elizaphan levou os atacantes para Igreja Adventista de Murambi, em Bisesero, onde era pastor presidente, e ordenou a remoção do telhado do edifício, a fim de localizar os tutsis que lá estavam abrigados. O ato conduziu à morte de muitos dos que estavam no local. Ele também levou os atacantes a vários locais, para caçar tutsis. De acordo com a BBC, centenas de tutsis, dentre membros e pastores, que procuraram refúgio na igreja e no hospital adventista, enviaram uma carta ao Pr. Elizaphan Ntakirutimana pedindo socorro. A carta, segundo a BBC incluia a frase: "Nós desejamos informá-lo de que amanhã seremos mortos juntamente com nossas famílias". A resposta do Pr. Elizaphan Ntakirutimana foi de que eles deviam se preparar para morrer. As milícias hutu, segundo testemunhas, chegaram pouco tempo depois com os Ntakirutimanas. Só alguns tutsis sobreviveram a agressão. Os Ntakirutimanas disseram no tribunal que eles tinham deixado a área antes das matanças. O Pr. Elizaphan Ntakirutimana fugiu para os Estados Unidos depois do massacre, mas foi extraditado para a Tanzânia.

FRESCOR DE ARREPIAR!!! FOTO: Marcelo Valle

A Sociologia...

A Sociologia talvez não merecesse uma hora de esforço se ela tivesse por fim apenas descobrir os cordões que movem os indivíduos que ela observa, se esquecesse que lida com homens e mulheres mesmo quando aqueles homens e mulheres, à maneira de marionetes, jogam um jogo cujas regras ignoram, em suma, se ela não tiver como tarefa restituir a esses homens e mulheres o sentido de suas ações. Pierre Bourdieu, O camponês e seu corpo.

JORNAL DO SBT II- SE MATA!

Esse ser "Sheherazade", que por sinal tá bem longe das mil e uma noites, tá legitimando "a terra sem lei" , assinando embaixo de um discurso e de atitudes de extrema direita que justifica o uso de esquadrões da morte, milícias, grupos paramilitares, ou seja, tá compactuando e incentivando ações fascistas,indo muito além de falar merda! Falando em nome dos "cidadãos de bem". NÃO TÔ AQUI PARA DEFENDER O ESTADO, LONGE DISSO , a história taí para provar. Se vocês têm um pouco de memória, vale remomorar a Candelária, Vigário Geral, Eldorado, Pataxó, espancamento de uma "empregada" na barra, e tantos outros assassinatos e eliminações. Não venham dizer que vão fazer justiça com as próprias mãos, que as forças públcas não resolvem os problemas, resolvem sim , para as elites, mantendo uma "paz" necessária até onde interessa. Tá se sentindo ameaçado, por quem? pela pobreza?! Não se trata de fazer a pessoa "passar vergonha" , o "marginalzinho" como essa "jornalista" disse em canal aberto, uma concessão pública...( entramos aí na questão da democratização da comunicação e da formação de opinião). O que foi feito pelos jovens contra esse outro jovem é uma atitude de extrema violência física e simbólica e serve para expor o que essas pessoas pensam! Ahhh se quer fazer justiça com as próprias mãos , SE MATA!!!