quinta-feira, 27 de março de 2014
AH...NÃO!
Hora do almoço. Liguei a televisão. Entre as tantas possibilidades de execer meu livre arbítrio oferecidas pelo controle remoto da TV a cabo, zapiei, zapiei e acabei ali, no indigesto programa "Alerta Geral", da rede Record, que naquele momento falava sobre a invasão da Maré.Logo em seguida o apresentador mudou radicalmente de assunto, e começou a falar sobre o novo programa da TV Record que estreiará em breve e irá abalar a televisão brasileira.Entrou então, uma pequena "matéria" vendendo o programa- que por sinal, não me lembro o nome. Dentro das novidades estava uma reportagem que propunha acompanhar a "exótica" vida de um casal de anões- ele, o anão Marquinho(,apresentador de outro programa que eu também não conheço).Ela,anã, Juliana. Grávida. Imagem vai, imagem vem, até que o nosso gigante apresentador do Alerta Geral tece o seguinte cometário: _Casal de anão e anã, pode ser que nasça uma criança!
ENGASGUEI!
Afinal o que se espera de um relacionamento entre um homem e uma mulher, dois seres humanos, é que nasça uma criança, não? Que pode nascer anã ou não! o que ele esperava? UM FILHOTE?!
ENCOXANDO A VERDADE: ESTUPRA MAS NÃO MATA!
Ai..ai.. não foi o velho gatuno Maluf que disse durante a campanha eleitoral de 1989 a infeliz e profética frase : "Se está com desejo sexual, estupra, mas não mata!”. Pois é , tem muita gente levando isso a sério e na prática, vide os casos dos "encoxadores" no metrô de São Paulo. Eu sempre achei que pra ser machista, não precisava ser macho, amarga vida! Achava...agora, infelizmente, me deparo com uma estrannha pesquisa. Brasileiro adora pesquisa, ainda mais se passar no jornal e for daquelas bem "científicas", cheias de especialistas especializados em dar opinião, mas essa não, parece mesmo séria, o que é pior! Primeiro assisti na tv, depois, não acreditando, fui "confirmar" na internet, lugar onde as verdades se confrontam (ham...ham,,,). A tal pesquisa é do IPEA, não é bem uma pesquisa, mas um estudo chamado "Tolerância social à violência contra as mulheres', que aponta que "mais da metade dos brasileiros acredita que o comportamento feminino influencia nos estupros", para ser mais exato, 58, 5%! A maioria das pessoas entrevistadas, 66,5% eram mulheres.
ABSURDO!
ESTOU ENGANADO,OU ISSO SIGNIFICA QUE A TAL PESQUISA INDICA QUE AS MULHERES ESTÃO CULPANDO AS PRÓPRIAS MULHERES POR SEREM VIOLENTADAS?!!!
terça-feira, 25 de março de 2014
A palavra nos faz humanos. A memória nos faz humanos. Os sonhos, bem...como disse Goya: "O Sonho da razão produz monstros!"
Não me entendam mal, não sou contra a Comissão da Verdade, ao contrário, acho que ela demorou tempo demais sendo negociada. Sim, trata-se de uma negociação, afinal são crimes de Estado, como eu disse anteriormente e, a meu ver, o Estado "Democrático" negociou ( e negocia) com o Estado "Ditatorial". Muita coisa se perdeu, documentos, fotos, arquivos e arquivos. Outros tantos continuarão inacessíveis, mesmo com a Comissão da Verdade. Aqueles Marechais, Coronéis, Capitães, Majores, enfim, TORTURADORES, continuam aí, livres, na reserva, com suas famílias, filhos e netos. Alguns desses TORTURADORES como é o caso do Tenente Coronel Paulo Malhães confessam seus crimes, sem remorso, nem sinal de culpa.Afinal, cumpriam com o seu dever para com a Nação! Nação que apoiava a Ditadura? Que era contra as ameaças comunistas? Que não tinha acesso à informação? Sim, tínhamos censura, mas também tínhamos conivência. Há bem pouco tempo o povo gritava na rua: " A verdade é dura, a Globo apoiou a Ditadura!". Hoje o senhor Bonner, no Jornal Nacional, não tem como não falar da Comissão da Verdade, seria descaramento demais!
No dia 13 de agosto de 2013, quando as manifestações ainda ferviam, o Globo publicou um mea culpa, dizendo que de fato publicou um editorial em que apoiava a Ditadura, a História estava aí para provar. Criticou a si e dividiu a culpa com outros tantos jornais, inclusive o JB: "A lembrança é sempre um incômodo para o jornal, mas não há como refutá-la. É História. O GLOBO, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e o “Correio da Manhã”, para citar apenas alguns. Fez o mesmo parcela importante da população, um apoio expresso em manifestações e passeatas organizadas em Rio, São Paulo e outras capitais."
Repito! A palavra nos faz humanos. A memória nos faz humanos. Os sonhos, bem...como disse Goya: "O Sonho da razão produz monstros!"
segunda-feira, 24 de março de 2014
RESQUÍCIOS DA DITADURA - SEGUNDA LIÇÃO: O ESTADO ENCOBRE OS CRIMES DO ESTADO
Não podemos esquecer que os assassinatos, torturas, desaparecimentos, distanciamentos e silenciamentos cometidos pela ditadura militar são crimes do Estado contra seus cidadãos, embora esse mesmo Estado não reconhecesse na maioria das vezes o que era um "cidadão". No meu entendimento, o Exército serve ao Estado e não aos seus cidadãos (não?). Um cidadão de fato sempre foi uma ameaça ( e continua sendo). Tenho a estranha sensação de que a criação das Comissões da Verdade, na verdade, encobrem muitas verdades! Espero estar errado, mas algo me parece podre, e algumas "verdades" continuarão encobertas, não me perguntem o porquê. Sinto, apenas sinto, que apesar de muitos avanços que o regime democrático nos proporcionou, algumas verdades ainda repousam no lodo, no fundo dos rios, no silêncio dos que já se foram e lá continuarão. Há um estranho acordo de cavalheiros entre os governos militares e os governos democráticos, não sei ao certo, mas parece se tratar de uma espécie de política de compensações, uma moeda de troca política, uma sombra que paira no ar. O fato é que o Estado vai continuar a encobrir os crimes do Estado!
RESQUÍCIOS DA DITADURA - PRIMEIRA LIÇÃO: A CORPORAÇÃO ENCOBRE OS CRIMES DA CORPORAÇÃO
Vocês sabiam que os crimes praticados por um militar fora do serviço,
mas com arma da corporação são ainda definidos como crimes militares? Portanto se um policial militar estiver prestando um "serviço extra", como muitas vezes prestam, seja na milícia, nos esquadrões, ou na "segurança" privada e por ventura forem presos, eles serão julgados ( se o forem) pela justiça corporativista militar. E como temos visto recentemente, seja no caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli- em que os sete condenados, incluindo um tenente demente coronel, até o momento NÃO foram expulsos da corporação. Ou no caso do assassinato da jovem Cláudia, que depois de ser atingida, foi colocada e tratada como um saco na parte traseira de uma viatura da corporação e depois arrastada por metros e metros - os três policiais envolvidos no "episódio" estão livres e já haviam cometido DIVERSOS CRIMES, que a corporação não considera crimes, mas " auto de resistência" e não os expulsou!
segunda-feira, 17 de março de 2014
A "Cidade Sorriso" tem os dentes podres!
Quando mudei para Niterói, se não me engano, há pouco mais de 10 anos, a cidade se orgulhava de ser a quarta cidade do País em termos de qualidade de vida, confesso que não sei bem quais os critérios, mas mesmo se soubesse desconfiaria deles. Um hotel, ao lado Plaza Shopping, fazia questão de ostentar o título em uma de suas paredes externas, uma parede que, ironicamente, ficava voltada para o Morro do Estado. Outra ironia: o Morro do Estado é considerado pela prefeitura como bairro. Mas será que tem o mesmo tratamento que um bairro? Acho que não preciso responder, preciso? Para o IBGE e para o resto da cidade, o Morro do Estado, continua sendo o que quase sempre foi, algo subnormal! Sim, nada mais que um aglomerado subnormal...
Ocupamos agora a décima segunda colocação,( e continuo desconfiando) isso não significa muita coisa, eu sei. O Morro do Preventório, lugar em que fiz muitos amigos, que me acolheu, ganhou um PAC, mas perdeu a paz, ( uma paz discutível, é verdade). O tráfico se instalou, já não podemos circular, a cidade diminuiu, pra mim, pra todos. Todo mundo sabe, não sabe? Sobretudo a polícia! Essa mesma polícia que faz vista grossa à entrada das armas e que garante a segurança dos passageiros do catamarã. A mesma que pega o arrego e que garante as vendas...
PARA NÃO DEIXAR ESQUECER: Os religiosos e os 800 mil mortos em Ruanda
Não dá para esquecer o massacre perpetrado por extremistas hutus contra tutsis e hutus moderados, em Ruanda, entre 6 de abril e 4 de julho de 1994 . Cerca e 800 mil pessoas foram assassinadas!
As atrocidades envolveram também os religiosos. Muitos clérigos de várias denominações se posicionaram a favor de sua etnia. Padres, freiras, pastores e bispos tomaram o seu partido em ambos os lados. Pelo menos 300 clérigos e freiras foram mortos por serem tutsis ou porque estavam ajudando os tutsis. Outros, da etnia hutu, apoiaram ou até mesmo colaboraram com os matadores. Um dos casos que se tornaram muito conhecidos foi o que envolveu o Dr. Gerard Ntakirutimana, 45, médico missionário que trabalhava em um hospital da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mungonero, e seu pai, Elizaphan Ntakirutimana, um pastor protestante. Os membros do Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenaram por unanimidade o Dr. Ntakirutimana, por genocídio e por crimes contra a humanidade. Ele foi sentenciado a 25 anos de prisão, pela morte de duas pessoas e por atirar em refugiados tutsis em vários locais. Foi condenado também por participar de vários ataques contra tutsis na Colina de Murambi e na Colina de Muyira. Seu pai, o Pastor Elizaphan Ntakirutimana, 78, presidente da associação da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Mugonero, no oeste de Rwanda, foi condenado a 10 anos de prisão por crimes menores. O Pr. Elizaphan levou os atacantes para Igreja Adventista de Murambi, em Bisesero, onde era pastor presidente, e ordenou a remoção do telhado do edifício, a fim de localizar os tutsis que lá estavam abrigados. O ato conduziu à morte de muitos dos que estavam no local. Ele também levou os atacantes a vários locais, para caçar tutsis.
De acordo com a BBC, centenas de tutsis, dentre membros e pastores, que procuraram refúgio na igreja e no hospital adventista, enviaram uma carta ao Pr. Elizaphan Ntakirutimana pedindo socorro. A carta, segundo a BBC incluia a frase:
"Nós desejamos informá-lo de que amanhã seremos mortos juntamente com nossas famílias".
A resposta do Pr. Elizaphan Ntakirutimana foi de que eles deviam se preparar para morrer. As milícias hutu, segundo testemunhas, chegaram pouco tempo depois com os Ntakirutimanas. Só alguns tutsis sobreviveram a agressão. Os Ntakirutimanas disseram no tribunal que eles tinham deixado a área antes das matanças. O Pr. Elizaphan Ntakirutimana fugiu para os Estados Unidos depois do massacre, mas foi extraditado para a Tanzânia.
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