Mostrando postagens com marcador sexo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sexo. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de maio de 2011

SEXO ALISE (Kailani e Marcelo Valle)

SEXO ALISE (Kailani e Marcelo Valle)
Para de sacanagem,
tira a roupa
e me fite...
Tira o enfeite,
Deite,
Abra as pernas,
Desperta!
Cheiro macio...cio...cio!

SACANAGEM

Sacanagem (Kailani)- Da série poesias complementares
Eu não sei falar de sacanagem
Talvez saiba fazer
Porém, há coisas que não precisam ser ditas.
Os corpos tremem,dizem.
Eu não sei falar de sacanagem,
Mas talvez meu corpo saiba.
E numa noite quem sabe,saibas!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Dividido



Divido com você nada mais que rachaduras, que copos vazios, que vagas lembranças...divido com você nada mais que contas, que alianças, arames farpados...não mais poesias, nem rochas, nem pássaros...não divido sonhos, nem dúvidas. Não invado poemas, nem camas, não olho no olho...Não mato baratas, nem esperanças. Não espero, não quero. Lágrimas e lástimas, só as minhas. Caminhas?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quem se lembra da mulher Melancia?


Todo mundo estranhou quando viu aquele caminhão subindo a ladeira, ainda mais carregado de melancias. Para ser mais exato, 1500 frutas. Atrás do caminhão vinham oito viaturas do Bope, o que não era de se estranhar, pois eles sempre estavam por ali, a comunidade fora "apaziguada", o tráfico varrido. Desde 2000, a Tavares Bastos passou a ser uma espécie de campo de treinamento onde os soldados do Bope podem simular confrontos mais próximos da "realidade" das favelas. Desde então o funk sumiu!

Mas naquela manhã mais coisas estranhas aconteceriam. Um tempo depois escutava-se ao longe uma batida de funk, que aos poucos ia ganhando volume. Era ele, o temido caveirão que vinha subindo a ladeira. Mais parecia um trio elétrico. As pessoas curiosas saiam de suas casas e seguiam o veículo. Não é possível, o caveirão trouxe o funk de volta! Dos alto falantes do blindado o que se escutava era CRÉU...CRÉU...CRÉU...CRÉU!

O veículo estacionou em frente a Associação de Moradores, abriu as portas traseiras, e dele desceu a jovem Andressa. Vestidinho vermelho, curto. O funk continuava a rolar. A multidão eufórica gritava CRÉU...CRÉU...CRÉU...CRÉU! Rolaram também as melancias! Para ser mais exato, 1500 frutas rolando ladeira abaixo. Nem o Batalhão de Operações Especiais conseguiu deter as frutas. O chão estava todo coberto de vermelho, não dava mais para distinguir o que era sangue do que era caldo. A enxurrada descia o morro, as escadas transformaram-se em verdadeiras cascatas. Dos alto falantes do caveirão ainda se ouvia: CRÉU...CRÉU...CRÉU...CRÉU!